Santiago do Chile

Em janeiro vai completar um ano que estive em Santiago do Chile e, pra minha vergonha, eu ainda não escrevi nada sobre esse destino que me cativou por diversas razões. Agora, depois desse tempo todo, surgiu um motivo especial pra escrever a respeito da cidade: uma amiga querida está indo pra lá e eu faço questão de deixar aqui minha impressão e minhas dicas sobre Santiago.

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Reservamos, pelo Booking.com, um simpático apartamento no Lastarria Santiago Suite, uma espécie de apart-hotel que fica a meia quadra da rua que leva o mesmo nome, onde há diversos bares e restaurantes. O Cerro Santa Lucia também fica bem pertinho, assim como diversos outros pontos de interesse, como o Parque Forestal e o Museu de Bellas Artes. O bairro Bellavista e o Cerro San Cristobal também não ficam longe – a caminhada é um pouco mais longa, mas é plenamente possível ir a pé.

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A passageira indica: Grand Park Royal

Demorou, mas finalmente estou aqui pra escrever sobre a minha experiência no Grand Park Royal, resort no qual me hospedei em Cancun.

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Como resolvemos visitar Playa del Carmen primeiro e fazer os passeios a partir de lá, decidimos que seria uma boa ficar em um resort em Cancun para descansar e aproveitar a infraestrutura. A zona hoteleira de Cancun se estende pelo Boulevard Kukulcan, avenida que tem cerca de 20 km e fica espremida entre o mar e a laguna Nichupté. As opções de acomodação são inúmeras; há tanto hotéis como resorts, geralmente funcionando no sistema tudo incluído. Continuar lendo

A passageira indica: Tulum

Outro destino imperdível na Riviera Maya é Tulum, pequeno município situado a cerca de uma hora de Playa del Carmen (ou duas horas de Cancun) e conhecido por abrigar fotogênicas ruínas maias à beira do mar.

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Em Playa del Carmen, pegamos um ônibus em direção a Tulum no terminal da ADO, situado no cruzamento entre a Quinta Avenida e a Avenida Juárez; pagamos 124 pesos mexicanos – ou cerca de 9 dólares – pelos bilhetes de ida e volta. O ônibus é bom e faz apenas uma parada no XCaret. Continuar lendo

Cozumel

Pra quem se hospeda em Playa del Carmen, um ótimo passeio bate-volta é Cozumel, uma ilha que conta com pouco mais de 60 km de extensão e é banhada pelas águas cristalinas do Caribe.

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Em Playa, o terminal do ferry que leva até Cozumel fica próximo ao cruzamento entre a Quinta Avenida e a Avenida Juárez. A empresa “Barcos Caribe” cobra, pelo bilhete de ida e volta, 270 pesos mexicanos – cerca de 19 dólares; a Ultramar faz o mesmo percurso, mas, segundo um folheto que recebi, a viagem custa um pouco mais caro: o bilhete de ida e volta custa 326 pesos mexicanos (ou cerca de 23 dólares). É possível comprar o bilhete de volta juntamente com o de ida – não é preciso escolher previamente o horário de retorno. Continuar lendo

A passageira indica: Playa del Carmen

Quando se fala em curtir uma praia no México, o primeiro destino que vem à cabeça é Cancún – que, sem dúvida, possui inúmeros atrativos. No entanto, pra quem prefere uma praia menor e mais despojada, Playa del Carmen é o destino certo.

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Situada a cerca de uma hora de Cancún, Playa del Carmen faz parte do município de Solidaridad e se encontra na chamada Riviera Maya. Decidimos passar parte dos nossos 8 dias no México em Playa del Carmen por dois motivos: a maior proximidade em relação a pontos de interesse que queríamos visitar, como Tulum e Cozumel, e pelo fato de se tratar de uma praia com mais “cara” de praia – o restante dos dias passaríamos em um resort em Cancun, de modo que ficar em Playa pareceu um contraponto interessante. Continuar lendo

A passageira indica: Marselha e suas calanques

A penúltima parada da viagem de três meses que fiz pela Europa em 2012 foi o sul da França. Depois de passar uns dias em Nice, resolvi conhecer Marselha – o objetivo: ver as famosas calanques de perto.

É claro que Marselha – a cidade mais antiga da França e a segunda maior do país – oferece aos turistas muito mais do que as calanques: vistas lindas a partir da catedral Notre Dame de la Garde, o bonito e movimentado Vieux Port, repleto de restaurantes e cafés ao redor, o Chateau d’If, as praias, os perfumados sabonetes, a bouillabaisse (uma espécie de ensopado de peixe típico da região), enfim… Mas visitar as calanques é, na minha opinião, passeio obrigatório para quem vai a Marselha.

Porto Marselha

As calanques são, basicamente, fiordes – ou falésias – formados por rocha calcária. Essas formações rochosas estendem-se ao longo do litoral da região de Marselha; em 2012, foi criado o Parque Nacional das Calanques. Há pelo menos três modos de visitá-las: fazendo um passeio de barco, percorrendo as trilhas do parque ou, ainda, de bicicleta.

Eu, que sou um tanto preguiçosa, optei pelo passeio de barco: pela manhã, fui ao Vieux Port e, em frente à prefeitura, encontrei um ponto de venda de ingressos. À época, o porto estava sendo reformado e nada estava em seu devido lugar; fui no primeiro quiosque que encontrei e comprei um ticket para o passeio completo, que dura um pouco mais de 3 horas e percorre 12 calanques entre Marselha e Cassis.

A embarcação não era muito grande; havia dois andares, com uma parte interna e outra externa no andar inferior e um deck no superior. Quando entrei, decidi ficar na parte externa do andar inferior, mas bastou andar um pouquinho pra eu mudar de ideia: o Mistral, vento típico da região, soprava forte e deixava o mar agitado. Resultado: em pouco tempo o lugar estava completamente molhado. Assim, fui para o deck na parte superior. Mesmo assim, a água “respingava” um pouquinho e, graças ao vento, o barco balançava bastante. Quando a embarcação se afastou um pouco da costa, o mar ficou mais tranquilo e foi possível aproveitar melhor o passeio. A dica é: se estiver ventando muito, pense duas vezes antes de embarcar. Em certos momentos pensei que o barco não aguentaria.

O “guia” da embarcação explicava, ao longo do percurso, um pouco sobre as calanques e sobre os pontos de interesse por que passávamos. A explicação, no entanto, era em francês – vale consultar sobre a existência de passeios guiados em outras línguas. A partir da embarcação é possível avistar pontos turísticos importantes de Marselha, como a Cité Radieuse, obra do arquiteto suíço Le Corbusier, e o Château d’If, uma antiga prisão situada em uma ilha costeira, imortalizada no clássico “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas.

Mas o que mais impressiona são mesmo as calanques: ver aquelas formações rochosas branquinhas no meio daquele mar azul intenso é demais. A vista fica mais bonita ainda quando se chega às baías formadas pelas rochas, onde a água assume um tom azul turquesa inacreditável.

Calanque

Não era permitido aos passageiros deixar a embarcação para entrar na água. Não sei se há alguma que permita. Ainda que houvesse essa possibilidade, eu provavelmente não encararia o desafio: embora fosse junho e o dia estivesse ensolarado, o vento era bastante frio.

Calanque III

Acredito que, para aqueles que pretendem entrar na água e explorar melhor as calanques, o ideal seja percorrer as trilhas do parque. Pelo que já li por aí, a tarefa exige um tanto de disposição, mas a vista compensa. Pra quem tiver interesse, indico o seguinte post do blog Destino Provence, que explica com detalhes como visitar algumas das calanques (a propósito: elas têm nome, como bem indica o post sugerido – desculpem a falha, mas eu já não lembro do nome de nenhuma delas): http://www.destinoprovence.com/2013/08/parque-natural-das-calanques-paraiso-no.html

Calanque II

Pra quem se interessa em visitar as calanques de bicicleta, indico o seguinte post do Conexão Paris: http://www.conexaoparis.com.br/2014/05/26/um-passeio-de-bike-pelas-calanques-de-marseille/

Independentemente do meio escolhido, a dica é uma só: visite as calanques. A vista compensa qualquer esforço (e qualquer banho involuntário de mar!).

Uma última dica: pra quem deseja visitar o Château d’If, o blog Destino Provence tem um post interessante: http://www.destinoprovence.com/2013/01/marseille-chateau-dif-frioul.html. Eu, infelizmente, não fiz esse passeio – e, por isso, tenho uma bela desculpa para voltar a Marselha.😉

P.s.: em Marselha, fiquei hospedada no hostel Vertigo Vieux-Port – bem novinho, bem localizado e perfeito pra quem não quer muita agitação.

Um dia em Paris

Paris talvez seja, de todas as cidades que já visitei, a minha favorita. Se eu pudesse, iria todos os anos para lá. São tantas atrações – parques, museus, ruas charmosas, monumentos famosos – que é difícil conhecer tudo em uma ou duas visitas. Essa infinidade de atrações pode tornar difícil o planejamento do que fazer, mas com uma mapa em mãos e as dicas certas, a tarefa fica bem mais fácil. Hoje vou escrever sobre o que é, pra mim, um dia perfeito em Paris.

Manhã: depois de um bom café da manhã, meu dia perfeito em Paris começaria com um passeio pelo rio Sena em uma das embarcações que o percorrem. Há diversas opções de companhias (Bateaux Parisiens, Bateaux-Mouches, Vedettes de Paris, etc); aos pés da Torre Eiffel há pontos de embarques. O passeio custa, em média, 15 euros e dura cerca de uma hora.

Por que eu adoro? Porque, a partir do Sena, é possível ver alguns dos pontos mais marcantes de Paris: a Torre Eiffel, os Invalides, o Museu d’Orsay, o Museu do Louvre, a Catedral de Notre Dame, etc. A vista a partir do rio é privilegiada, e o sol da manhã deixa tudo mais bonito.

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Terminado o passeio, eu iria caminhando pelas margens do Sena até chegar na Ponte Alexandre III, que é uma atração por si só – vale a pena parar para apreciar a Torre Eiffel da ponte e tirar algumas fotos (acima, detalhe da ponte em foto tirada durante o passeio pelo Sena). A partir daí, iria em direção aos Invalides, mas não pararia por lá – o destino seria o Museu Rodin, que conta com um jardim maravilhoso, com direito a espreguiçadeiras e às mais famosas esculturas do artista que dá nome à casa, e onde vários locais fazem a pausa para o almoço (falando em almoço, antes de chegar no museu eu pararia em algum café para pegar uns croissants, um sanduíche ou algo parecido pra me juntar aos locais no jardim do museu). Na época em que fui, o museu em si estava em obras (que, aparentemente, terminam apenas este ano), mas era possível visitar algumas salas; como o que me interessava mesmo era o jardim, nem entrei – fui direto ao ponto. A visita ao jardim custa apenas 2 euros.

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– Tarde: alimentada e bem descansada, eu iria (a pé mesmo – uma das melhores coisas para se fazer em Paris é “flanar” pelas ruas) até o Museu d’Orsay, o meu favorito dentre os que visitei. O museu fica em uma estação ferroviária desativada e conta com obras imperdíveis dos maiores mestres da pintura e da escultura, como Monet, Renoir, Van Gogh… O museu tem, ainda, restaurante e dois cafés – um deles concebido pelos irmãos Campana, designers brasileiros. Há um terraço a partir do qual é possível ter uma vista privilegiada da cidade. O bilhete normal custa 11 euros e o reduzido sai por 8,50 euros (para quem tem entre 18 e 25 anos e para todos a partir das 16h30, exceto quinta-feira, quando esse preço é válido a partir das 18h). Mesmo pra quem não é muito fã de arte, considero um passeio imperdível, sobretudo pelo prédio em que o museu está instalado e pela bonita vista do terraço.

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Saindo do museu, eu iria – caminhando, mais uma vez – até o Jardim de Luxemburgo. O jardim rodeia o Palácio de Luxemburgo, construído em 1620 e utilizado, hoje, pelo Senado francês. Nada melhor do que ocupar uma das cadeiras espalhadas ao longo do jardim e descansar curtindo aquele visual lindo. Há lagos, fontes, atividades para crianças… O melhor de tudo: a entrada é livre.

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Noite:  deixando o parque, eu aproveitaria o início da noite em um dos cafés que ficam na região da universidade. Subindo a Rua Soufflot – facilmente acessível a partir de uma das saídas do Jardim de Luxemburgo -, uma boa dica é o Comptoir du Pantheon: o ambiente é bem descontraído, o serviço é atencioso e há várias opções, desde pratos até tábua de queijos ou um simples café. O “plus a mais”: saindo do café e olhando para a esquerda, com o que a gente se depara? Com a majestosa e brilhante Torre Eiffel. Nada mal terminar o dia assim, né?! =)

P.s.: outra opção é ir até o Comptoir du Pantheon pra aproveitar o anoitecer tomando uma taça de vinho e seguir, depois, para a Rue de la Harpe e arredores, onde há diversas opções de restaurantes com preços acessíveis – fomos na Hostellerie de l’oie qui fume, que oferece menus desde 10 euros (com entrada, prato principal e sobremesa) e, apesar do preço baixo, não deixa a desejar no quesito qualidade e sabor. A Rue de la Harpe, onde fica o restaurante, é bem pequenina e simpática.

P.s. 2: sim, esse roteiro pressupõe um dia de sol – fazer o que se nos meus sonhos Paris é sempre ensolarada?! Hehehe… Como disse no início do texto, a cidade é cheia de atrações e, chovendo, com certeza não faltarão opções de passeios – que tal um circuito de museus?!

A passageira indica: Quinta da Regaleira

Hoje vou falar sobre um passeio imperdível para quem vai a Sintra, vila situada a cerca de 30 km de Lisboa: a Quinta da Regaleira. Sintra possui diversas atrações: o Palácio da Pena, o Palácio Nacional de Sintra, o Castelo dos Mouros… Mas, quando fomos, a dica que nos deram foi: não deixem de visitar a Quinta da Regaleira.

Quinta

Construída entre 1904 e 1910, a Quinta da Regaleira é o resultado do projeto do proprietário da área, um afortunado conhecido por “Monteiro dos Milhões”, que desejou imprimir no lugar vestígios das mais diversas épocas, desde a mitologia grega até as missões templárias da Ordem de Cristo. A Quinta impressiona por seus jardins, povoados por esculturas; pelas grutas escondidas; pelo palácio; pela capela; pela Torre da Regaleira; pelo Poço Iniciático; enfim, pelos inúmeros elementos que a compõem.

É até difícil explicar tudo o que se vê no lugar, que parece ser cheio de mistérios. No dia em que visitamos a Quinta, havia um grupo gravando uma adaptação de “Alice no país das maravilhas” – não consigo imaginar lugar melhor para isso! -, o que só aumentou essa “aura de mistério”.

Já que é difícil de explicar o que se pode ver por lá, é melhor eu parar por aqui e deixar algumas fotos do lugar para que vocês possam ter uma ideia de quão interessante é a Quinta da Regaleira. A visita custa 6 euros para adultos. A partir do centro da vila se pode facilmente ir até a Quinta a pé (quem está em Lisboa pode ir até Sintra de trem – a viagem leva cerca de 40 minutos e a estação fica próxima ao centro da cidade). Há visitas livres, guiadas e temáticas. Para mais informações: http://www.regaleira.pt

Quinta caverna

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Quinta Alice

Quinta outra

Quinta usar

A passageira indica: Girona

Hoje vou falar sobre uma cidade catalã que merece ser visitada: Girona, situada a cerca de 100 quilômetros de Barcelona. Em 2012, passei alguns dias em Girona coletando material para um trabalho e me encantei pelo lugar, que tem por volta de 100 mil habitantes.

Um passeio pela cidade histórica permite ver de perto suas origens romanas e a importância da cultura judaica em Girona. Quem vai a Girona tem a oportunidade de conhecer uma das mais extensas e bem preservadas muralhas da Europa, construídas pelos romanos e ampliadas na época medieval. As casas coloridas ao longo do rio Onyar fazem lembrar Florença – há quem compare Girona com a cidade italiana.

Girona começo

Girona muralha

Caminhar pelas ruelas do “El Call”, o bairro judio, era o meu programa favorito; quando o pessoal vai pra casa tirar a famosa “siesta”, costume que é seguido à risca por lá, o passeio fica ainda mais interessante – o pouco movimento dá uma aura de mistério à cidade. Outro lugar interessante de se visitar são os banhos árabes – que, apesar do nome, na verdade foram construídos pelos romanos. Os banhos árabes datam do século XII e, segundo consta, foram utilizados como banhos até o século XV.

Banys arabs

Girona início

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Além desse centro histórico riquíssimo, Girona é conhecida pela gastronomia. Come-se muito bem por lá – acho que, de todos os restaurantes a que fui, apenas um não me agradou muito. Além disso, o famoso “El Celler de Can Roca”, restaurante com três estrelas Michelin e considerado o melhor restaurante do mundo em 2013 pela revista “Restaurant Magazine”, fica em Girona. A cidade também conta com outros restaurantes estrelados.

Pra quem está em Barcelona, vale a pena fazer um bate-volta até Girona – há trens rápidos que levam cerca de 40 minutos para percorrer o trajeto, e um dia é suficiente para explorar o centro histórico. Para quem deseja conhecer a Costa Brava e suas praias, Girona é uma boa base. Para quem está na região em maio, eu classificaria a visita a Girona como imperdível: em maio é realizado o “Temps de Flors”, uma exposição de pátios, monumentos, flores e jardins que, neste ano, está na sua 60ª edição e ocorrerá de 9 a 17 de maio. Durante o “Temps de Flors”, a cidade fica “vestida” de flores e instalações artísticas que decoram monumentos, pátios e jardins – as fotos abaixo são apenas uma demonstração do que se encontra em Girona nessa época. Como diz o slogan da cidade, “Girona emociona” – ainda mais no “Temps de Flors”.

Girona

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Girona III

Girona IV

Girona V

Girona VI

A passageira indica: Veneza

Em 2012, passei cerca de 3 meses viajando pela Europa. Uma das minhas paradas, é claro, foi a Itália; a passagem foi rápida (o país certamente merece muitas visitas – há vários destinos interessantes, e decidir quais visitar não é tarefa fácil), mas não pude deixar de dedicar pelo menos um dia a Veneza.

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Veneza é, sem dúvida, a cidade mais peculiar que já visitei. Os canais são as “ruas” que cortam a cidade; os vaporettos, pequenas embarcações que cruzam esses canais, fazem as vezes de ônibus. Em terra firme, o emaranhado de ruelas torna a localização um pouco complicada. Todos esses fatores podem levar à conclusão de que ir para Veneza é uma dor de cabeça para qualquer turista, mas não é bem assim: é justamente isso tudo que torna a cidade única.

Nós chegamos a Veneza de trem. Desembarcamos na estação Santa Lucia e pegamos um vaporetto com destino ao nosso hotel, que ficava nos arredores da Piazza San Marco – o principal ponto da cidade. Embarcar com malas grandes nos vaporettos pode ser um pouco complicado, sobretudo quando não se encontra lugar para sentar e é preciso tentar se equilibrar e segurar a mala ao mesmo tempo. Para quem chega de trem e vai ficar pouco tempo na cidade, recomendo deixar as malas grandes e pesadas no guarda-volumes da estação e levar consigo apenas uma mochila. Isso porque além de ser um tanto complicado embarcar no vaporetto com uma mala grande, mais complicado ainda é subir e descer as pontes – com suas onipresentes escadas – para se chegar ao destino final. Outra opção é se hospedar perto da estação de trem.

Ficamos no hotel San Gallo, que, como já mencionei, é super bem localizado –  basta cruzar uma das arcadas da Piazza San Marco e andar mais alguns passos (é claro que, na chegada, achar o hotel não foi tão fácil; caminhamos muito!). A hospedagem em Veneza é cara; na época, esse era um dos hotéis mais em conta naquela região. Recomendo não apenas pela localização, mas também pelas instalações, que são muito boas; o café da manhã é gostoso e bem servido. O único porém de ficar nos arredores da Piazza San Marco é que, à noite, a água brota do chão (!) e não é possível cruzar alguns pontos da praça, o que pode obrigar a uma volta que, em condições normais, seria desnecessária.

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Veneza possui inúmeras e importantes galerias de arte, destacando-se a Galleria dell’Accademia e a Coleção Peggy Guggenheim. Mas, como tínhamos apenas um dia, nos dedicamos a caminhar pelas vielas da cidade e a admirá-la a partir dos vaporettos; andar nesses ônibus aquáticos pode ser um pouco caro, mas é preciso levar em consideração que, além de meio de transporte, é um meio de se conhecer a cidade – cada viagem é um passeio. Pra quem se dispõe a desembolsar um pouco mais, fazer um passeio de gôndola é uma ótima opção.

Cruzar o Canal Grande quantas vezes for possível é atividade obrigatória. É no entorno desse canal que ficam alguns dos mais belos exemplares arquitetônicos de Veneza. A Ponte di Rialto é a mais bonita ponte da cidade; uma infinidade de turistas ocupa, diariamente, as suas escadarias. Aliás, infinidade de turistas é o que se vê todos os dias em Veneza, em especial na Piazza San Marco. Quem consegue acordar cedo provavelmente tem a oportunidade de contemplar a cidade acompanhado de um número menor de pessoas.

Na Piazza San Marco, várias são as atrações turísticas: a basílica que leva o mesmo nome; o Campanile di San Marco; o Palazzo Ducale; a Torre dell’Orologio. Vale a pena parar por alguns (vários!) minutos para admirar cada detalhe dessas e das demais construções que ficam na Piazza.

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Pra mim, o melhor a se fazer em Veneza é perder-se pelas ruelas. Ver o básico, que todo turista vê, é obrigatório, é claro; mas caminhar sem rumo é o que sempre traz as melhores surpresas. Além de fugir da multidão, quem caminha sem rumo encontra lugares que revelam a verdadeira essência da cidade.

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Antes de ir embora, fomos supreendidos por uma comemoração muito animada em homenagem ao dia da república na Piazza San Marco.

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Quem não tem interesse em visitar as galerias de arte e fazer passeios às ilhas que se espalham pela laguna, um dia é suficiente para dar uma boa olhada em VenezaPra quem fica mais tempo na cidade, uma opção interessante é conhecer as ilhas de Murano e Burano. Em Murano, é possível verificar de perto a produção das peças compostas pelo cristal (ou vidro?) que leva o nome da ilha. Creio que três dias são suficientes para quem quer ir a pelo menos duas galerias de arte, explorar a cidade e visitar uma ou duas ilhas.

Sobre restaurantes: não lembro os nomes dos lugares em que comemos; posso dizer, com certeza, que foram lugares que encontramos nesses cantinhos escondidos da cidade – nos quais, aliás, é possível comer por um valor menor. E, como em todo o resto da Itália, pedir um gelato pra arrematar a refeição é uma escolha inteligente.