A passageira indica: Nice

Sempre tive vontade de conhecer Nice. Não sei exatamente o motivo, mas sempre tive vontade. Ao final de uma viagem que fiz em 2012, tinha alguns dias livres antes de retornar a Paris, onde eu pegaria meu voo de volta ao Brasil. Minha última parada antes desses dias indefinidos seria Roma e, diante de tantas opções, percebi que seria fácil rumar da terra do Coliseu até Nice. E então eu fui.

Já na chegada, vi que tinha, realmente, motivo pra querer conhecer Nice. O aeroporto fica muito próximo ao mar e, quando o avião começou a “baixar”, me vi em cima, muito perto, de uma água azul turquesa maravilhosa! Nunca tinha visto uma água daquele azul!

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Fiquei hospedada no hostel Villa Saint Exupery Beach, localizado praticamente na Place Massena, na rua situada atrás das Galleries Lafayette. A Place Massena fica na parte central, a uma quadra da praia; ela conecta a parte mais nova da cidade com a vielle ville.

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hostel era ok – quarto com beliches razoáveis e um banheiro grande, café da manhã aceitável. Como os quartos tinham carpete, ficava um “ar” meio sujo. O preço era um pouco salgado; acho que foi um dos albergues mais caros da viagem – na época, paguei cerca de 40 euros por noite em um quarto compartilhado com cinco camas (só para garotas). Como a localização era realmente incrível, perto do mar, da cidade velha e da gare, compensou.

Na parte antiga, acontece a feira de Cours Saleya, em que é possível encontrar produtos locais e souvenirs. Eu adoro feiras/mercados de rua, e fiquei encantada com as cores e os aromas da feirinha de Nice, que tinha, entre outras coisas, frutas, verduras, cogumelos, flores e os famosos sabonetes da vizinha Marselha.

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A praia em Nice não tem areia, mas pedras. O pessoal deita por lá mesmo, sem muita frescura; há partes “fechadas” da praia em que, por determinado preço, é possível usar as cadeiras e os guarda-sóis disponíveis. Pra quem prefere praia com areia, recomendo uma esticadinha até Cannes (que fica a poucos minutos – há trens frequentes) ou até Villefranche-sur-Mer, que de tão linda merece um post próprio.

Em Nice há museus – dentre eles, um é dedicado a Matisse e outro a Chagall; como passei apenas um final de semana por lá e queria conhecer as praias vizinhas, não cheguei a visitá-los, mas é uma boa dica para quem fica mais tempo na cidade. No fim da tarde, o legal é dar uma caminhada pela Promenade des Anglais, um calçadão à beira-mar, e sentar em um de seus bancos para curtir o entardecer.

Nice é uma ótima base para quem deseja explorar a Côte d’Azur. A cidade tem muitas opções de hospedagem e de restaurantes e a partir dela é possível fazer passeios “bate-volta” a Cannes, Antibes, Monte Carlo e Èze, dentre outras cidades. Èze é uma cidade medieval fortificada que fica encrustrada em uma montanha na metade do caminho entre Nice e Monte Carlo; não fui até lá, mas pelo que li vale a visita. Para conhecer com calma um pouco da região, acho que o ideal seria passar uma semana por lá – eu cheguei em uma sexta à tardinha e fui embora no início da tarde de segunda, o que me permitiu conhecer apenas Cannes (que não vale muito a visita), Monte Carlo e Villefranche-sur-Mer.

Dois anos depois, continuo achando que o azul do mar de Nice é um dos mais bonitos que já vi (embora tenha conhecido outros “mares” tão lindos quanto). É um destino que, definitivamente, continua na minha lista.

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