Visita ao vulcão Osorno

Como escrevi nos posts anteriores, o vulcão Osorno domina a paisagem das cidades situadas à beira do Lago Llanquihue. O Osorno, que tem 2.652 metros, faz parte do Parque Nacional Vicente Pérez Rosales; desde Puerto Varas, é possível alcançá-lo depois de percorrer cerca de 60 km. Para aqueles que não se contentam em avistá-lo de longe, é possível visitá-lo e, inclusive, subir até a base do seu cume nevado – sem qualquer preocupação, já que a última erupção foi registrada em 1869.

Fomos até o “Centro de Ski y Montaña Volcán Osorno” com o carro que alugamos em Puerto Varas (cerca de R$ 150 a diária). O Parque Nacional Vicente Pérez Rosales é composto por várias atrações que não ficam dentro de um perímetro determinado e cercado, como eu imaginava, mas que estão espalhadas por uma mesma região. Além do vulcão Osorno, fazem parte do parque, entre outras atrações, os saltos do rio Petrohué e o lago Todos los Santos (falarei sobre ambos em um post específico); como esses pontos ficam próximos, o negócio é visitar todos no mesmo dia – as agências de turismo oferecem um passeio que abrange os três. Optamos por começar pelos saltos do Petrohué, seguido pelo lago e, por fim, pela visita ao vulcão; recomendo esse itinerário, porque assim a visita ao vulcão – a principal atração, a meu ver – fica por último e é possível aproveitar melhor.

A estrada que leva até o vulcão é bastante sinuosa e muito bonita, rodeada por flores em boa parte do caminho. O fato de o vulcão ficar mais perto a cada quilômetro percorrido torna tudo ainda mais lindo. A volta é tão bonita quanto, já que é possível ver toda a cadeia montanhosa ao redor e os lagos da região. No caminho, há um ou dois paradouros.

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Chegando lá em cima, há um estacionamento (grátis – e do qual já se tem uma bela vista dos lagos, das montanhas e do vulcão Cabulco) e uma estrutura que contempla restaurante e cafeteria, banheiros e teleférico (as telesillas).

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As telesillas são nada mais, nada menos, do simples “bancos”; a proteção se limita a uma barra de ferro…

DSC_0370 O bilhete de ida e volta via telesillas custou cerca de R$ 70,00. Há a opção de subir de teleférico e descer de mountain bike por um preço semelhante. É possível, ainda, “voar” de tirolesa; além disso, há pistas de ski e snowboard. Não procurei obter informações sobre essas atividades porque não tinha interesse em nenhuma delas, mas acredito que no site há algo a respeito (www.volcanosorno.com).

Para chegar à base do topo nevado do vulcão, é preciso fazer uma “baldeação”: a primeira parada é na “Estação Primavera”, a 1420 metros de altura; ali, outra telesilla te leva até a “Estação Glaciar”, a 1760 metros. O caminho é um pouco assustador: embora a distância até o solo não seja considerável, o fato de se estar suspenso em uma cadeirinha dessas, presa apenas a um cabo de aço, com um vento forte dificultando a subida, dá um certo medo. Sem contar o frio: o vento é muuuito gelado – aconselho fortemente levar luvas e uma manta bem quentinha.

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Mas chegar à base nevada do cume do vulcão compensa qualquer sensação ruim. A vista lá de cima é linda: dá pra ver os lagos, a cadeia montanhosa que rodeia a região, os outros vulcões – o Cabulco fica logo à frente… além disso, estar “no” vulcão depois de tanto vê-lo de longe é emocionante.

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Há quem se arrisque a subir a pé – haja fôlego!

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A descida é tão ou mais bonita do que a subida!

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No caminho de volta a Puerto Varas, é possível parar para visitar a Laguna Verde – um “braço” do Lago Llanquihue que também é um ponto turístico da região, mas cuja beleza, sinceramente, não me impressionou tanto. Dizem que o tom de verde da água da laguna é o resultado das algas que nela habitam. O ponto de entrada para a laguna está bem sinalizado; há uma boa estrutura no local, com passarelas e bancos à beira da água. A entrada é gratuita.

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As fotos não conseguem mostrar toda a grandiosidade e a beleza que se vê na visita ao vulcão Osorno. Tenho certeza de que ainda vou me espantar – e muito – com outras maravilhas da natureza, mas jamais esquecerei a sensação que experimentei ao subir no Osorno e concluir que eu não sou apenas uma “turista urbana”.

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2 comentários sobre “Visita ao vulcão Osorno

  1. Oi.. li bastante dos seus posts sobre o Chile e a região dos Lagos. Estou indo pra lá, passar 7 dias em Abril. Gostaria de saber se tem alguma sugestão de locadora de carro e se levo dólares ou pesos. Ja peguei muitas dicas por aqui! Obrigada!!

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    • Olá! Que bom que o blog está te ajudando a planejar essa viagem! Não tenho uma locadora específica para indicar – como acabamos optando pela locação pelo fato de a agência de turismo ter nos deixado na mão, foi o próprio hotel que providenciou a locação… Sugiro que peça sugestões de locadora no próprio hotel – Puerto Varas é pequena e não deve haver muitos estabelecimentos… Nós levamos dólares e lá trocamos por pesos; na época, não havia muita diferença entre levar um ou outro. O dólar é muito bem aceito no Chile, e por vezes pode ser vantagem pagar em dólares (alguns hotéis dão desconto se a tarifa é paga em dólares). Boa viagem!

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