A passageira indica: Playa del Carmen

Quando se fala em curtir uma praia no México, o primeiro destino que vem à cabeça é Cancún – que, sem dúvida, possui inúmeros atrativos. No entanto, pra quem prefere uma praia menor e mais despojada, Playa del Carmen é o destino certo.

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Situada a cerca de uma hora de Cancún, Playa del Carmen faz parte do município de Solidaridad e se encontra na chamada Riviera Maya. Decidimos passar parte dos nossos 8 dias no México em Playa del Carmen por dois motivos: a maior proximidade em relação a pontos de interesse que queríamos visitar, como Tulum e Cozumel, e pelo fato de se tratar de uma praia com mais “cara” de praia – o restante dos dias passaríamos em um resort em Cancun, de modo que ficar em Playa pareceu um contraponto interessante.

O coração de Playa del Carmen é a Quinta Avenida, rua repleta de lojinhas, bares e restaurantes. Trata-se de uma rua exclusiva para pedestres que corre paralela à praia e se estende por várias quadras; há restaurantes e bares de todos os tipos (incluindo mais de uma filial do Starbucks e da Häagen-Dazs), assim como tendas de lembrancinhas (com preços mais acessíveis do que em Cancun) e lojas para todos os gostos (para a mulherada que gosta de compras, há material para muitos dias). Há, também, quiosques que oferecem passeios para as diversas atrações da região. A maioria dos restaurantes serve desde café da manhã até janta. No início da Quinta Avenida há uma espécie de pracinha onde se encontra uma capela muito bonitinha, com um janelão de vidro ao fundo que permite ver o mar, e o monumento da foto acima; lá, no fim da tarde, há apresentações típicas bem interessantes.

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Ficamos hospedadas no Soho Playa Hotel, que se situa a uma quadra da Quinta Avenida. O hotel é bem novinho e os quartos são amplos, modernos e limpos; os produtos de higiene pessoal oferecidos são orgânicos e o ar condicionado funciona super bem (algo muito necessário, dado o calor que faz em Playa). Há um terraço com piscina e um bar. Eles oferecem café da manhã “a la carte” – o hóspede pode escolher dentre as três opções do cardápio: frutas com granola e iogurte, omelete ou ovos mexidos ou, ainda, um café da manhã ao estilo mexicano, com feijão incluído; além disso, é servida uma cesta com pães torrados, geleia e manteiga, bem como café, chá ou suco. O hotel fornece toalhas de praia e possui um convênio com o Mamitas Beach Club que dá direito a um desconto de 50% no aluguel de espreguiçadeiras e guarda-sol. Fiz a reserva pelo Booking.com – as fotos são bem fidedignas; a diária custou em torno de R$ 300,00. Recomendo muito o hotel, seja pela localização – 5 minutos de caminhada até o Mamitas, cerca de 20 minutos até o terminal de ônibus e de ferry -, seja pelo conforto.

O sol brilhou forte todos os dias em que estivemos por lá, mas havia, quase sempre, um ventinho que dava uma amenizada no calor. A praia em si é maravilhosa. A água apresenta vários tons de verde e azul e é bem quentinha. A areia é branquinha. Não há ondas: parece uma piscina (ao contrário de Cancún, que tem pontos com muitas ondas). Havia muitas algas na beira do mar, mas aparentemente não é sempre assim – segundo o guia que contratamos em Tulum, na época de reprodução das tartarugas aumenta a quantidade de algas. A praia é pública, mas em alguns pontos há os chamados beach clubs, que ocupam generosas porções da faixa de areia com suas espreguiçadeiras e camas balinesas.

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O beach club mais frequentado é o Mamitas; com o desconto do hotel, pagamos 45 pesos mexicanos (cerca de 3 dólares) por duas espreguiçadeiras e um guarda-sol. Quem quiser beber ou comer algo, há garçons do Mamitas espalhados por toda a extensão do beach club. Os preços não diferem muito daqueles que se encontra na Quinta Avenida: um hambúrguer acompanhado de fritas custa em torno de R$ 30,00. Há, ainda, um DJ, que fica em uma parte nova do Mamitas que ainda está em fase de acabamento. O beach club é frequentado tanto por famílias quanto pela galera mais nova que vai a Playa del Carmen em busca de diversão. Bem ao lado do Mamitas fica o Kool, outro beach club que, embora possua estrutura bem semelhante, não é tão movimentado.

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Falando em diversão, Playa del Carmen parece ser o destino certo para quem busca festas e animação. A Coco Bongo, que tem a fama de ser a melhor noite de Cancún, possui uma filial em Playa del Carmen, assim como o Señor Frogs e o Mandala Night Club. A maioria das boates/clubs/assemelhados se situam na Calle 12. O agito é bastante grande na rua – há filas extensas para entrar na Coco Bongo!

Além de todos esses atrativos, Playa del Carmen é a melhor base para quem quer explorar os atrativos da Riviera Maya. Tulum fica a cerca de uma hora; para ir ao parque Xcaret são dez minutos; Cozumel fica a trinta minutos; as ruínas de Cobá se situam a cerca de duas horas; há, ainda, vários cenotes (rios subterrâneos) na região. Ou seja, pra quem quer fazer pelo menos dois desses passeios, é vantajoso escolher Playa del Carmen, e não Cancún, como base (quem fica em Cancún tem de percorrer uma hora a mais, pelo menos, para chegar a esses destinos); de quebra, é possível aproveitar a vida noturna vibrante da cidade e o mar-piscina imperdível.

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Pra quem prefere fazer os passeios por conta própria, a locomoção é muito fácil: para ir a Cozumel, o terminal do ferry fica próximo ao cruzamento entre a Quinta Avenida e a Avenida Juárez; é neste cruzamento, ainda, que fica o terminal da ADO, empresa de ônibus que tem, entre outras, linhas até Tulum (com parada no Xcaret) e até Cancún. Tanto o ferry quanto os ônibus operam com bastante frequência.

Sobre hospedagem, vale fazer uma última observação: os grandes resorts não ficam na parte central de Playa del Carmen, mas em uma área chamada Playacar. Na minha opinião, não vale a pena se hospedar em um resort em Playa del Carmen, muito menos afastado do centro; é ao redor da Quinta Avenida que tudo acontece, e, com a imensa oferta de bares e restaurantes, é um desperdício optar pelo sistema tudo incluído.

Sobre restaurantes: não posso terminar esse post sem recomendar o Sur, que, além de lindo, tem pratos maravilhosos. Se fosse pra escolher apenas um restaurante em Playa del Carmen, essa seria minha escolha, sem dúvida (a foto é de celular e não capta toda a beleza do lugar).

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Pra finalizar, algumas observações importantes:

– Playa del Carmen não conta com aeroporto; o mais próximo fica em Cancún.

– Ônibus da ADO fazem o trajeto aeroporto de Cancún – Playa del Carmen. Vale checar o site da empresa para verificar os horários. É possível, ainda, contratar um shuttle – coletivo ou privado – diretamente no site do aeroporto de Cancún (https://www.cancun-airport.com/transportation.htm). Optamos por um shuttle privado e pagamos cerca de U$ 60,00.

– Leve dólares, e não reais. Em função do grande número de americanos que visitam a região, o dólar é aceito na maioria dos lugares. Verifique, contudo, a cotação – algumas vezes é vantagem pagar com pesos mexicanos. De qualquer forma, é interessante trocar parte do dinheiro por pesos mexicanos para despesas ordinárias, como ônibus, por exemplo. Na Quinta Avenida há diversas casas de câmbio – em maio de 2015, 1 dólar equivalia a 14 pesos mexicanos.

– Para ir a Cozumel, pagamos 270 pesos mexicanos – cerca de 19 dólares – pelos tickets de ida e volta. Fomos até lá com a empresa “Barcos Caribe”; a Ultramar faz o mesmo percurso, mas, segundo um folheto que recebi, a viagem de ida e volta custa 326 pesos mexicanos (ou cerca de 23 dólares). É possível comprar o bilhete de volta juntamente com o de ida – não é preciso escolher previamente o horário de volta.

– Para ir a Tulum, pagamos 124 pesos mexicanos – ou cerca de 9 dólares – pelos bilhetes de ida e volta. Também é possível comprar, junto com o bilhete de ida, o de volta.

– Quem tiver interesse em visitar os cenotes, recomendo o seguinte post do blog Viagens Cinematográficas: http://www.viagenscinematograficas.com.br/2013/05/cenotes-cancun-tulum.html. Eu queria muito ter visitado pelo menos um cenote, mas não deu… pelo menos tenho (mais) uma desculpa pra voltar!

– Outras atrações próximas: Akumal (praia próxima a Tulum onde a maior atração são as tartarugas), os parques Xel-Há e Xplor, ruínas arqueológicas de Cobá.

– Turista brasileiro não precisa de visto para entrar no México. Não é exigida a vacina contra a febre amarela.

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