A passageira indica: Tulum

Outro destino imperdível na Riviera Maya é Tulum, pequeno município situado a cerca de uma hora de Playa del Carmen (ou duas horas de Cancun) e conhecido por abrigar fotogênicas ruínas maias à beira do mar.

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Em Playa del Carmen, pegamos um ônibus em direção a Tulum no terminal da ADO, situado no cruzamento entre a Quinta Avenida e a Avenida Juárez; pagamos 124 pesos mexicanos – ou cerca de 9 dólares – pelos bilhetes de ida e volta. O ônibus é bom e faz apenas uma parada no XCaret.

Chegando em Tulum, o ônibus para em um terminal da ADO que fica a pouco menos de um quilômetro do parque arqueológico. Pra quem não quiser enfrentar esse trecho a pé (com o sol forte batendo na cabeça fica um pouco complicado!), a uns 100 metros do terminal há uma espécie de pracinha com tendas de artesanato e uma filial do Starbucks; dali sai uma jardineira que deixa os visitantes na entrada das ruínas. Pagamos 20 pesos mexicanos (pouco mais de 1 dólar) pelo bilhete de ida e volta.

É preciso comprar ingresso para visitar as ruínas. Embora tenhamos chegado perto das 11h, não havia filas. O ticket custa 64 pesos mexicanos (ou pouco mais de 4 dólares por pessoa); há, ainda, guias à disposição. O valor da visita guiada depende do número de pessoas; salvo engano, para até 4 pessoas custa um pouco mais de 600 pesos mexicanos, com a entrada incluída (ou seja, cerca de 42 dólares). Ainda que um tanto mais cara, optamos pela visita guiada para realmente conhecer e entender o que estávamos vendo. Recomendo fortemente que o passeio seja realizado com um guia; do contrário, aquele monte de pedras empilhadas acaba não fazendo muito sentido.

A primeira coisa que chama atenção quando se entra na zona arqueológica é a quantidade de iguanas. Os iguanas até ficam meio camuflados no meio das ruínas e do gramado seco, mas ainda assim é fácil encontrá-los – há de todos os tamanhos e eles adoram ganhar comida!

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O nosso guia era muito simpático e nos deu várias explicações sobre os maias e sobre as ruínas. Segundo ele nos contou, Tulum era um importante centro de trocas – a economia maia era baseada no escambo -, tendo sido abandonado no século XVI. Além disso, Tulum abrigava muitos templos – os maias eram politeístas (ou seja, cultuavam vários deuses) – e casas de sujeitos importantes. As construções remanescentes indicam o modo como os maias se orientavam quanto às estações do ano – se o sol estivesse entrando por determinada janela de certo templo, por exemplo, significava que era equinócio de primavera; o povo maia também desenvolveu um calendário próprio (e não, eles não disseram que o mundo acabaria em 2012). O guia nos contou, ainda, que os maias mais abastados amarravam, na cabeça do recém-nascido, duas tábuas a fim de moldar a forma do crânio para, assim, se diferenciar dos demais. Eles acreditavam na ressurreição; por isso, enterravam seus entes queridos em casa, para que, quando retornassem, não se perdessem. Os mais ricos enterravam seus mortos com máscaras de pedras preciosas e semi-preciosas. As informações são muitas, e muito interessantes.

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A praia que fica bem em frente às ruínas é acessível por meio de uma escadaria. Quando fomos, havia muitas algas – segundo o guia, era época de reprodução das tartarugas, o que faz com que o número de algas aumente. Como eu havia lido que as melhores praias ficavam um pouco mais distantes das ruínas, sequer descemos até lá.

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Depois de uma hora de passeio guiado, deixamos as ruínas e nosso guia para trás e fomos em direção à Playa Paraíso. Essa praia fica a mais ou menos um quilômetro das ruínas (não é possível ir pela beira da praia por conta das pedras); como já era pouco mais de meio-dia e o sol estava insuportável, resolvemos pegar um táxi para ir até lá – há vários estacionados logo após a saída das ruínas. Pagamos 100 pesos mexicanos (cerca de 7 dólares) para chegar à Playa Paraíso, onde encontramos um beach club com boa infraestrutura: espreguiçadeiras, restaurante e até massagistas.

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Pagamos 200 pesos mexicanos – mais ou menos 14 dólares – por duas espreguiçadeiras e um guarda-sol, preço bem salgado quando comparado ao que pagamos em Playa del Carmen ou em Cozumel. Como era o que havia, ficamos por ali. Comemos apenas uma salada, que era boa e o preço era justo.

Li no Viaje na Viagem que as melhores praias mesmo começam no km 5, mas não fui até lá pra checar. Pra mim, a praia Paraíso estava de bom tamanho: areia branquinha, água na temperatura ideal e nada de ondas. Nesse trecho havia algas também, mas muito menos do que na área das ruínas e do que no trecho que fica ao lado direito (pelo menos até onde caminhei).

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Não cheguei a conferir a “cidade”, mas creio que não vai muito além do que se vê quando se chega no terminal de ônibus. Acho que Tulum serve mais pra passeio de um dia do que para um destino propriamente dito, a não ser que se queira paz total – pelo que li, não há muita infraestrutura nem muitas opções de atividades. Pra quem tem interesse em passar uns dias em Tulum, o Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, recomenda alguns hotéis – http://www.viajenaviagem.com/2009/09/vai-por-mim-tulum.

Há muitos cenotes (rios subterrâneos) perto de Tulum – o mais famoso é o Dos Ojos; quem tiver interesse em visitar algum deles, vale ir um pouco mais cedo para ver as ruínas e aproveitar a praia e, depois, rumar a um dos cenotes. Gostaria de ter visitado algum, mas não deu. Pra quem se interessar em saber mais sobre quais cenotes visitar, indico o seguinte post do blog Viagens Cinematográficas: http://www.viagenscinematograficas.com.br/2013/05/cenotes-cancun-tulum.html. Cobá, outro sítio arqueológico maia, também é um passeio que se pode fazer a partir de Tulum.

Para retornar à Playa del Carmen, o ônibus parte do mesmo terminal da chegada – quem não adquiriu o bilhete de volta junto com o de ida pode comprá-lo na hora. Além disso, há algumas vans que fazem o percurso por um preço um pouco mais baixo; como não sabíamos se o serviço era “quente”, preferimos voltar de ônibus mesmo.

Recomendo muito a visita – adorei conhecer as ruínas e saber um pouco sobre como vivia o povo maia. O mais legal é poder combinar um passeio bem cultural com uma praia incrível. Pra quem gosta de história e de belas paisagens, Tulum é imperdível.

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