A passageira indica: Grand Park Royal

Demorou, mas finalmente estou aqui pra escrever sobre a minha experiência no Grand Park Royal, resort no qual me hospedei em Cancun.

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Como resolvemos visitar Playa del Carmen primeiro e fazer os passeios a partir de lá, decidimos que seria uma boa ficar em um resort em Cancun para descansar e aproveitar a infraestrutura. A zona hoteleira de Cancun se estende pelo Boulevard Kukulcan, avenida que tem cerca de 20 km e fica espremida entre o mar e a laguna Nichupté. As opções de acomodação são inúmeras; há tanto hotéis como resorts, geralmente funcionando no sistema tudo incluído.

Há resorts para todos os bolsos; a diferença de preço reflete, geralmente, o nível das comidas e bebidas oferecidas e da infraestrutura. Como Cancun é um destino bastante procurado por brasileiros, a maioria das empresas de turismo oferece pacotes; vale a pena dar uma olhada para pegar algumas dicas e conferir os preços.  Pesquisei também no Booking.com e no Trip Advisor sobre os resorts que me interessaram – é sempre bom ler as opiniões de quem já se hospedou antes de decidir. O Grand Park Royal, resort all inclusive, pareceu uma boa opção por não ser muito caro e por ter, na maior parte, opiniões positivas, inclusive sobre a comida. Depois de comparar as ofertas que pesquisei com os valores do Booking.com, optei por reservar por meio do site, já que era mais barato.

O Grand Park Royal faz parte de uma cadeia que possui outros resorts, inclusive em Cancun. O empreendimento fica no km 10.5 do Boulevard Kukulcan, uma área que é conhecida pelo mar mais agitado quando comparada àquela que se estende até aproximadamente o km 8 da avenida – a área voltada para a baía da Isla Mujeres possui águas mais calmas. Esse ponto me deixou um pouco em dúvida, mas acabei reservando o Grand Park Royal porque era, à época (maio de 2015), o resort com melhor relação custo/benefício.

O resort tem duas áreas diferentes: a “normal” e a “Royal Tower”. Os apartamentos da “Royal Tower” não ficam no mesmo prédio das acomodações “normais”; alguns possuem terraço com uma pequena piscina privativa, e aparentemente todos possuem banheira de hidromassagem. Nos apartamentos da “Royal Tower” não são permitidas crianças e os hóspedes têm acesso a um lounge exclusivo. Optamos pelas acomodações “normais” por serem, é claro, mais baratas (na imagem abaixo é possível ver a “Royal Tower”, que fica naquele prédio menor e mais “pé na areia”; as acomodações “normais” ficam nesse edifício maior, que aparece parcialmente).

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Minha avaliação: não me arrependo e me hospedaria por lá de novo. O resort é muito bem cuidado, o quarto é amplo e limpo (ficamos no Deluxe – todas as opções têm vista para o mar), os funcionários são, em geral, muito simpáticos, e a comida e a infraestrutura são boas.

Nosso quarto tinha duas camas de solteiro de bom tamanho e muito confortáveis, além de um frigobar abastecido (que não estava gelando, mas nem nos incomodamos com isso porque ficamos muito pouco no quarto), cafeteira e televisão com acesso a diversos canais de vários países (Rede Globo, inclusive); a sacada é de bom tamanho, assim como o banheiro.

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O resort conta com quatro bares (dois na área das piscinas), quatro restaurantes, uma cafeteria e, na área externa, duas “lanchonetes”: uma delas oferece pizzas e outra serve hambúrguer, cachorro quente e nachos.

O Lobby Bar (foto abaixo) fica dentro do edifício principal. O ambiente é muito bonito e os drinks são bons; pelo que notei, não são utilizadas bebidas de baixa qualidade. 

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O El Oriental é o restaurante especializado em comida… oriental!! Hehe… Pelo que vi, o cardápio não necessariamente é sempre o mesmo; há noites em que há uma espécie de “festival” de sushis e em outras o serviço é a la carte. O restaurante é muito bonito, mas a comida deixa um pouco a desejar. Funciona apenas à noite e, como todos os demais restaurantes (à exceção do Cocay), exige reserva (fácil de conseguir; recomendo fazer todas as reservas no dia da chegada e aproveito para registrar que esses restaurantes exigem, em geral, roupas um pouco mais formais – nada de chinelo de dedo!).

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Na foto abaixo, é possível ver o restaurante El Mirador (no andar inferior) e o Lounge Ekinox (no andar superior). O restaurante El Mirador é o meu favorito: embora seja um restaurante italiano, o menu não se restringe a massas. Fomos duas vezes nesse restaurante; na segunda vez, escolhi, como entrada, uma sopa de tomate com manjericão que estava deliciosa e um cordeiro muito bem feito (que aparece na foto seguinte).  Apenas as sobremesas são regulares. O Lounge Ekinox tem vista para a laguna Nichupté e é muito agradável – ótima opção para tomar uns “bons drinks” antes do jantar.

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Na foto abaixo, a laguna Nichupté, o Boulevard Kukulcan e o lounge Ekinox.

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O La Concha é um restaurante que funciona do café da manhã ao jantar. No café da manhã, oferece waffles, muffins e ovos preparados de diversas formas; não há tantas opções como no buffet principal, que fica no restaurante Cocay, mas vale muito a pena, pois é tudo bem feito. No almoço, o restaurante funciona no sistema a la carte e serve frutos do mar – não cheguei a almoçar por lá. No jantar, oferece um cardápio que contempla a “nova” comida mexicana – as porções são pequenas, mas gostosas, e os pratos realmente fogem do tradicional.

O Cocay oferece buffet no café da manhã, no almoço e no jantar. O buffet de café da manhã é muito farto e as opções são muito gostosas. Há vários tipos de frutas, sucos naturais, frios, pães, cereais e iogurtes, além daquelas preparações típicas norte-americanas. No almoço, há uma ilha de massas muito boa, além de opções diversas no buffet. Os jantares são temáticos: a cada dia, um país é homenageado na ilha principal; há, ainda, outras opções mais tradicionais no buffet. Jantei apenas uma vez no Cocay e achei a comida bem fraca.

Não cheguei a provar as pizzas preparadas à beira da piscina principal; comi apenas hambúrguer e cachorro quente, ambos aprovadíssimos. A cafeteria oferece diversos tipos de cafés, sorvetes e bolinhos; é a parada perfeita para o lanche da tarde.

Passando para a parte “aquática”: o mar é, de fato, um pouco agitado, mas nada que inviabilize o banho. É comum ver pouquíssimas pessoas no mar, mas creio que seja mais devido à aparente preferência norte-americana (maioria por lá, seguidos pelos brasileiros) por piscinas. Há duas piscinas: a principal, que aparece na primeira foto desse post, e a premium, que aparece na foto abaixo. Na principal acontecem as atividades “lúdicas”, como hidroginástica e bingo, comandadas por um pessoal muito alto astral; há um bar a poucos passos da piscina. Na premium, há um “bar molhado”. Apesar dos bares, garçonetes ficam circulando tanto na praia quanto ao redor das piscinas para atender aos pedidos dos hóspedes.

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O maior defeito do resort, pra mim, é o fato de haver poucos guarda-sóis disponíveis, tanto ao redor das piscinas como na areia. Isso faz com que os hóspedes que acordam cedo se apressem para “guardar” seus lugares com a toalha de praia; quem acaba levantando um pouco mais tarde fica, invariavelmente, sem proteção contra o sol, que é bastante forte. As camas balinesas que ficam ao redor da piscina premium são praticamente impossíveis de ocupar – um dia acordei antes das 8h e consegui pegar a última! Embora eles coloquem uma plaquinha dizendo que se a cama ficar vazia por mais de meia hora os pertences do hóspede serão retirados, isso não acontece na prática.

O público dentro do resort é bastante variado: há tanto famílias quanto grupos de jovens e de pessoas de meia idade, bem como casais em lua de mel.

Para quem deseja fazer passeios, há agenciadores dentro do hotel. O resort oferece diversas atividades ao longo do dia – desde jogos de vôlei até shows de mágica e noite de karaokê. Para quem não curte ficar trancado em um mesmo lugar por muito tempo, há, ao longo do Boulevard Kukulcan, vários restaurantes e shoppings. Muito próximo do hotel, há filiais do Outback e do Bubba Gump Shrimp Co. O shopping La Isla fica a uma curta caminhada de distância – com tanta atração dentro do resort, só saimos para conferir esse shopping.

Em resumo: recomendo muito o Grand Park Royal. Certamente há resorts de melhor qualidade, mas, para quem não quer gastar muito, é uma ótima opção. Difícil é ir embora depois de tanta mordomia…

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3 comentários sobre “A passageira indica: Grand Park Royal

    • Oi, Alexandre! O mar tem bastante ondas nessa região… o espaço raso não é muito grande, e as ondas “quebram” por ali. Por outro lado, também não tem aqueles “degraus”. Segundo dizem, os hotéis situados até o km7 do setor hoteleiro estão em uma área em que o mar é bem mais calmo. Outra ótima opção é Playa del Carmen – mar sem ondas, água quentinha, perfeito pra quem tem criança pequena! =)

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