A passageira indica: Frutillar

Quando visitamos a região dos lagos andinos, no Chile, decidimos contratar passeios em agências de turismo para conhecer os pontos de interesse. No entanto, já no primeiro dia levamos um “bolo” da agência que havíamos contratado – já havia passado do horário combinado quando a recepcionista do hotel nos avisou que haviam ligado comunicando o cancelamento do passeio. Em função do adiantado da hora, não nos restou opção senão alugar um carro – foi a melhor coisa que fizemos, pois acabamos explorando a região a nosso modo.

Como achamos que não seria possível ir até o vulcão e a todas as demais atrações do Parque Vicente Pérez Rosales ainda naquele dia, decidimos almoçar na nossa base, Puerto Varas, e, à tarde, visitar algumas cidades vizinhas. A primeira parada foi Puerto Octay, uma cidade bem pequenina. Fomos até lá por indicação do guia Lonely Planet. Sinceramente, acho que a cidade nem deveria constar do guia, pois é muito, muito pequena, e não tem nenhum atrativo considerável, a não ser as casas de madeira em estilo alemão. Apesar de estar situada à beira do lago, não há, como em Puerto Varas, uma “beira lago”; não encontramos uma saída para o lago – no máximo, conseguimos estacionar em um canto a partir do qual era possível ver o lago e o  vulcão Osorno. O caminho até lá, sim, era bastante bonito, com o vulcão dominando a paisagem.

A parada seguinte foi Frutillar, que, assim como Puerto Varas e Puerto Octay, também fica à beira do Lago Llanquihue e é marcada pela colonização germânica, refletida na arquitetura e no destaque para as kuchens (uma espécie de bolo – pra quem é do sul, aviso que não tem muito a ver com as nossas “cucas”, que, aliás, são bem mais gostosas).

Já na chegada à cidade, indo em direção ao lago, é possível avistar o onipresente vulcão Osorno.

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A área que fica à beira do lago é muito bonita; há um passeio, bancos para descansar, um pier e uma faixa de “areia” (que não é bem areia) para aqueles corajosos que fazem do lago a sua praia.

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Do outro lado da rua, é possível encontrar, nas vias laterais, restaurantes e cafés.

A cidade é bem pequena, e a área de interesse turístico, aparentemente, circunscreve-se aos arredores do lago. Entre o final de janeiro e o início de fevereiro, Frutillar sedia um festival de música clássica; outra atração cultural é o Museu Colonial Alemão, que não visitamos.

Para quem não aluga carro, há agências que fazem passeios até Frutillar; além disso, no centro de Puerto Varas passam, seguidamente, ônibus com destino à cidade. Vale a pena destinar um par de horas a Frutillar para apreciar o lago e o vulcão Osorno a partir de outro ângulo.