A passageira indica: Segóvia

Quem vai a Madrid pode optar por fazer passeios de um dia pelas cidades vizinhas. O mais famoso “bate-volta” é, sem dúvida, Toledo. Mas, na minha opinião, Segóvia supera a capital de Castilla La-Mancha.

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Talvez a minha opinião se deva ao fato de que eu esperava demais de Toledo e não tinha muitas expectativas a respeito de Segóvia; talvez porque no dia em que visitei Toledo eu estava muito cansada e gripada, sem paciência para muita coisa. De qualquer forma, Segóvia foi uma grata surpresa.

Pegamos um trem Avant na estação de Chamartín, em Madrid. O trem, de alta velocidade, faz o percurso Madrid – Segóvia – Valladolid e alcança a primeira em cerca de meia hora. As passagens custaram por volta de 20 euros (ida e volta – preço praticado em outubro de 2014) e havia várias opções de horários para o trecho de ida (e um pouco menos para o retorno). Escolhemos o trem que saía às 11h30 e às 12h estávamos em Segóvia. A estação onde chegam os trens de alta velocidade – Segóvia Guiomar – fica um pouco distante do centro; bem em frente à estação, há uma parada com informações sobre os ônibus que passam por ali. Pegamos a linha 11 e pagamos cerca de 1 euro pela passagem. Depois de uns dez minutos, o ônibus para em uma praça que fica em frente ao aqueduto – não vai ser difícil encontrar o ponto de chegada!

O aqueduto de Segóvia (El Acueducto) é uma impressionante obra de quase 900 metros. Trata-se de uma “empreendimento” romano em que não se empregou uma gota de argamassa ou o que quer que fosse para unir os blocos que o formam. O aqueduto é realmente impressionante e, para se ter uma melhor visão da cidade e do próprio aqueduto, basta subir as escadas que ficam ao lado de direito de quem passa por baixo de suas arcadas.

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Logo ao lado direito da praça, há um escritório de informações turísticas. A dica é ir até lá e pegar um mapa da cidade; as atendentes traçam a rota que deve ser seguida para se alcançar os principais pontos de interesse. O mapa é bem completo, contendo breves informações sobre as construções a visitar. Nós seguimos a rota indicada porque não tínhamos muitas horas, mas a cidade é tão bonitinha, com tantas ruelas charmosas, que vale sair caminhando sem rumo.

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A cidade é cercada por colinas e pela Sierra de Guadarrama e oferece vistas maravilhosas.

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Mas o ponto alto do roteiro, pra mim, é o alcázar. Trata-se de um palácio fortificado que foi utilizado, inclusive, como residência real. Segundo dizem, serviu de inspiração a Walt Disney para a concepção do castelo da Bela Adormecida.

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Como não tínhamos muito tempo, decidimos não entrar no alcázar, mas garanto que a vista que se tem a partir daquele ponto – assim como a própria parte externa do castelo – já compensa.

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A especialidade culinária de Segóvia é o cochinillo, um leitãozinho assado inteiro. Eu sou adepta da teoria segundo a qual “se é típico, tem de comer”, e por isso topei almoçar um cochinillo. Como estávamos em três, pedimos 3/4 do cochinillo, que vinha acompanhado de fritas. Já na chegada do prato, o cheiro não me agradou, então comi muito pouco (e estava bom, mas não adianta, o cheiro não permitiu que eu comesse mais). Meu pai comeu enlouquecidamente e só falava no tal do cochinillo nos dias seguintes.

IMG_2091Se você é fã de suínos, recomendo!

Como é uma cidade pequena, o costume de tirar uma siesta depois do almoço é fielmente seguido; as ruas ficam, então, praticamente desertas, o que dá à cidade um ar ainda mais especial! Acho que o passeio bate-volta é suficiente para conhecer o que Segóvia oferece, mas é claro que quem decide pernoitar deve ser presenteado com lindas vistas da cidade iluminada à noite.

Pra retornar à estação de trem, basta embarcar no mesmo ônibus, que para em frente ao McDonalds, mas do outro lado da rua.

Resumindo: se você gosta de um belo cenário, vá a Segóvia!